sábado, 10 de outubro de 2015

Revisão dos 80.000km

A princípio minha decisão tinha sido não publicar nada mais neste blog, já que a TR4 deixou de ser fabricada. Mas a revisão de 80.000km é importante, e decidi falar como foi a revisão da minha viatura.

De certa forma a 8a revisão é uma encruzilhada. Ela ocorre no 4o aniversário do veículo - no meu caso, como rodo consideravelmente menos que 10.000km por semestre nos últimos 2 anos, sempre estou adiando um pouquinho a cada vez e meu carro já tem 4 anos e 8 meses. A 8a revisão é a mais cara e completa da TR4, porque troca diversas peças e lubrificantes. A próxima revisão igualmente cara só vai acontecer com 160 mil quilômetros ou 8 anos.

Este é o momento de decidir se você vai ficar com o automóvel, ou entregá-lo na compra de um novo. Se vai ficar com ele, faça a revisão, se for trocar, entregue imediatamente antes. Não valeria a pena negociá-lo logo depois desta revisão; o ideal seria ficar com ele mais 4 anos a partir da revisão feita. No mínimo 2 anos, para usufruir do seu próprio zelo. Por razões pessoais eu preferi ficar com o automóvel mais um quadriênio.

80 mil km também é a época em que os pneus costumam ser trocados. Um pouco antes para alguns, mas é sempre nesta faixa entre 65 e 80 mil. Meu automóvel estava com 76 mil km, se fosse para realmente economizar daria para rodar com os pneus mais uns meses, mas já estava naquele ponto em que os amigos próximos comentam.

Curiosamente, a concessionária Kayo ofereceu trocar os pneus junto com a revisão, ofereceram um preço muito bom. Na verdade o preço unitário do pneu era normal (no Mercado Livre está muito mais barato), mas estavam com uma promoção "leve 4, pague 3", e aí o preço efetivo unitário ficou realmente bom. Decidi trocar. Nem precisei botar um pneu velho no lugar do estepe, talvez por isso mesmo ofereceram o "leve 4, pague 3", porque é o que todo mundo faz na realidade, comprar apenas 3 pneus. Ao menos se acontecer de um pneu ser cortado ou inutilizado, como já me aconteceu, tenho um novinho no estepe, e aí sim vou atrás de um pneu velho.

A revisão em si ficou um pouco mais barata (1500 reais) do que costumava ser (2200 reais), devido a uma mudança de procedimento: a troca do óleo ATF do câmbio automático não é mais feita aos 80 mil km, e a correia dentada só é trocada aos 100 mil km. O óleo ATF é agora inspecionado a cada revisão e trocado quando necessário. Isto é consoante com a troca de óleo do motor, que também foi esticada de 5.000 para 10.000km. Os óleos estão cada vez melhor e os tempos de troca vão esticando de acordo. Existe o aspecto ambiental também: óleo é um grande poluente, e quanto menos óleo velho houver para descarte, menos chance dele acabar derramado por aí.

Os óleos dos diferenciais e caixa de transferência continuam sendo trocados nesta revisão. Também há os demais custos de uma revisão "par" (a cada 20 mil km) de uma TR4 flex: velas, filtros, limpeza de bicos, etc.

No caso do câmbio automático, a mudança de agenda é meio polêmica, muita gente advoga a troca do óleo até mais cedo, em torno de 50.000km. Por outro lado, muitos carros mais novos estão saindo com óleo de caixa "para toda a vida", ou em torno de 250.000km que é a vida útil típica de um veículo. O óleo ATF da minha TR4 ainda tem a mesma cor de groselha que tinha quando nova, então pelo critério visual não precisaria mesmo trocar por ora. Por outro lado, um automóvel mais judiado poderia precisar de uma troca até antes de 80 mil km, denunciado pela mudança de cor do ATF para marrom. Seja como for, se realmente é uma decisão técnica fundamentada, é uma economia de 1200 reais e 12 litros de poluente a menos no mundo.

Além da revisão seca (1500 reais), pneus (2500 reais) também gastei mais de 2 mil em outros itens: alinhamento e balanceamento, 4 amortecedores, palhetas de limpador de pára-brisa, correias de alternador e ar-condicionado (pelo menos a do alternador tinha voltado a "cantar" às vezes, e devia estar desgastada), um farol queimado (justo o farol dianteiro direito que na TR4 é difícil de trocar, exige retirada de outras peças).

São consertos que provavelmente sairiam mais barato numa auto-elétrica e numa oficina comum, mas fazer tudo num lugar só evita empurra-empurra de responsabilidades, fora a perda de tempo de deixar o carro um dia num lugar, outro dia em outro, etc. Apenas a bateria eu tinha trocado numa loja especializada, há poucos meses, pois assim como os pneus ela dava sinais de estar nos últimos meses de vida; e ficar sem bateria é muuuuuito chato. A bateria original durou mais de 4 anos, não dá pra reclamar.

Também acho que a concessionária é "honesta" nos preços e diagnósticos, considerando o status de concessionária e o fato de ser um carro mais "luxuoso". Nesse tempo de crise eles têm direito de faturar um pouco, não é? Quando falaram em trocar os amortecedores eu farejei empurrometria, mas realmente o carro ficou mais esperto e macio quando passa por uma depressão. Antes estava batendo no fim-de-curso em irregularidades típicas de rua calçada. É o tipo de degradação lenta que um motorista diário não nota, mas vai acontecendo, e minando gradativamente a "saúde" do carro, que se não for mantido acaba com aquele jeitão cansado de carro velho.




domingo, 31 de maio de 2015

Adeus

Então a Mitsubishi Motors tirou de linha o automóvel mais acessível que fabricava... Justo num ano de crise aguda da economia e crédito caro, mesmo quem tem grana para comprar um veículo acima de R$ 100 mil está pensando 100.000 vezes antes de adquirir um veículo novo.

TR4 era "obsoleta", etc. mas pra que mais obsolescência que Grand Vitara e o Jimny? Que por sinal vendem melhor que nunca?

Enfim, considero a decisão da MIT de tirar a TR4 de linha um grandíssimo erro. Mas está feito.

E sendo assim, este blog também vai se retirando.

O histórico de posts ficará à disposição, pelo menos enquanto o Blogger permanecer no ar e gratuito.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O fim da saga TR4?

Parece que a MIT anunciou oficialmente que vai parar de produzir a Pajero TR4 durante este ano. Segue uma das fontes onde encontrei a informação.

Péssima notícia para nós que apreciamos este carro único: bonito, robusto, 4x4, e com preço aceitável.

De certa forma, a notícia era esperada. Imagino que os próprios componentes do carro vão acabar não sendo mais fabricados, pelo menos não mais na escala necessária. Motor obsoleto, câmbio obsoleto, sabe como é. Parece que a transmissão era fabricada no Japão exclusivamente para os TR4 brasileiros.

Por outro lado, me incomoda a inexistência de um sucessor à altura. Que outro veículo poderia ser o "sucessor" da TR4, aquele que o dono atual de uma TR4 escolheria como próxima viatura?

Dentro da mesma marca, há ASX e Outlander. ASX agora é fabricado no Brasil, mas a versão 4x4 ainda é um pouco cara (20-25% a mais que a TR4), e é um "crossover", não é um veículo com proposta tão valente. Basta ver os pneus de perfil baixo com que ele sai da loja...

Ao menos o ASX é um carro mais moderno, deve continuar em linha por um longo tempo. E sem dúvida é um automóvel melhor para trânsito urbano e rodoviário, que é onde passamos mesmo a maior parte do tempo.

Fora da MIT, temos dois outros "vovôs": Grand Vitara e Jimny, ambos da Suzuki. São bons carros. O Jimny é um pouco despojado demais para "carro de família": câmbio manual e motor fraco. O Grand Vitara (conhecido como GV) custa tanto quanto o ASX na versão 4x4.

Opções como Troller, etc. não me cativam: caros, não têm câmbio automático e não devem ser muito confortáveis para viagens mais longas. Uma L200 cairia bem mas não sei se a esposa se garante em manobrar. Não conheço o Jeep Renegade, teria de ver preço.

Em termos de equivalência, o Suzuki Grand Vitara é mesmo o mais próximo que existe da TR4. Todos os números são muito semelhantes. A relação de marcha reduzida é exatamente igual. Potência e cilindrada do motor, iguais. Até as mesmas 4 marchas do câmbio automático (talvez a maior deficiência da TR4). Vejo muitos GV nas ruas (não tanto quanto TR4), parece estar vendendo bem.

Pessoalmente eu ficaria entre ASX e GV, pendendo mais pro GV, mas aí pintam dois grilos:

1) Tanto o Jimny quanto o GV são projetos antigos, tão ou mais antigos que a Pajero IO/TR4. Quem garante que não serão tirados de linha logo em seguida? Certamente um dos critérios de compra de um automóvel é que ele permaneça em produção. (Falarei sobre isto mais abaixo.) O Grand Vitara já começa a ser descontinuado em alguns mercados.

2) A própria Suzuki tem existência precária no Brasil. Vendeu automóveis nos anos 90, foi embora, agora voltou. Voltou pra ficar mesmo desta vez? É certo que, pelo volume de automóveis Suzuki nas ruas, e pelo sistema de parceria com sócio brasileiro (o grupo Souza Ramos, o mesmo da Mitsubishi Motors do Brasil), tendo inclusive fábrica local agora, as chances da Suzuki ir embora novamente são bem menores desta vez, mas trauma é trauma.

Como continuação do ponto (1), se a estratégia da Suzuki no Brasil é basicamente vender modelos "velhos", por que a Mitsubishi quer livrar-se da TR4, que vende bem?

Quanto à continuidade de vendas do modelo novo, importa à muita gente pela desvalorização na hora de comprar outro carro, e pela possível falta de peças para manutenção. A gente sabe como as montadoras tratam "bem" o consumidor neste quesito... Até para carros em produção e de grande volume de vendas é difícil conseguir peças, imagine no caso oposto.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cuidado ao trocar lâmpadas de iluminação interna

Hoje me aconteceu uma!

Vi que a lâmpada de iluminação interna traseira, aquela acima do tampão do porta-malas, não acendia. Como ela é de fácil manutenção, resolvi mexer. Ela já tinha falhado uma vez, mas uma mexidinha na lâmpada tinha resolvido, a lâmpada não tinha queimado.

Removi a lâmpada e vi que desta vez ela tinha estragado mesmo. Não o filamento, mas um dos contatos metálicos tinha descolado do vidro. A cola tinha virado um pozinho por dentro do metal, tentei limpar e montar a lâmpada de novo, na esperança que a pressão dos contatos manteria o conjunto unido, pelo menos até eu comprar uma lâmpada nova.

Não funcionou, em duas ou três tentativas de encaixar a lâmpada solta. Num certo momento, reparei que a iluminação interna dianteira apagou sozinha. Pensei que fosse algum temporizador (talvez para evitar que uma porta mal fechada esgote a bateria?). Mas não lembrava da TR4 possuir tal temporizador.

Mas aí fechei o carro, abri de novo, e a lâmpada interna dianteira continuou sem acender. Que azar, duas lâmpadas do mesmo tipo queimando no mesmo dia. Mas não seria a primeira vez que isto me acontece...

Na tentativa de resetar o tal temporizador, decidi ligar o carro, aí notei diversos problemas elétricos adicionais:

a) Ao ligar a ignição, o alarme emitiu um único apito agudo, curto;
b) As luzes do painel não acendiam, nem os ponteiros indicavam nada. Nem mesmo o quadro central com marcha e tração ligava. A gasolina indicava reserva;
c) A trava das portas não funcionava com a ignição desligada;
d) Rádio e relógio desligados.
e) Alarme não funcionava, nem para trancar nem para destrancar. Nem o botão de pânico.

Primeiro pensei que a bateria tinha acabado. Talvez alguém esqueceu a porta aberta e tinha assistido ao último suspiro da carga. A bateria ainda é original, tem 3 anos e alguns dias, então... Porém o motor pegou normalmente, os faróis acendiam e as marchas engatavam. O carro aparentemente poderia andar, mas sem nenhuma indicação no painel.

A suspeita então era o alarme que se desprogramou, "esquecendo" dos chaveiros. Tentei a sequência do manual para reprogramar um chaveiro novo com o alarme do carro, mas não funcionou.

Eu não tinha mexido nos fusíveis, porém como o carro acabou de voltar de uma revisão, procurei apertar todos os fusíveis, nas duas caixas de fusíveis que a TR4 possui, até porque já tive problemas com fusíveis soltos que afetaram o alarme. Mas nada mudou. Uma busca por fios soltos ou desconectados não revelou nada.

Como eu não estava em casa a solução seria chamar o socorro do seguro. Mas não havia pressa, então pensei o seguinte: o problema começou quando mexi naquela bendita lâmpada, então vou dar mais uma olhada lá. Das duas uma: ou tem algum circuito de alarme naquele mesmo suporte, ou eu provoquei um curto-circuito, embora pareça impossível fazer isso numa simples troca de lâmpada.

O suporte da lâmpada de iluminação tem um detalhe: ele tem dois contatos de metal, para alimentar a lâmpada pelas duas pontas (é uma lâmpada cilíndrica com dois cones metálicos nas pontas). Porém há um refletor metálico, que envolve a lâmpada no lado de cima. O refletor tem inclusive cor igual a dos contatos, provavelmente forma uma peça metálica única com um dos contatos.

A distância entre os contatos e o tal refletor é muito pequena. Uma lâmpada mal inserida, com a chave ligada, poderia fazer a ponte entre contato e refletor, causando o curto-circuito. No meu caso eu tentei inserir a lâmpada muitas vezes e ainda com um dos cones meio solto, aumentando a chance de que tenha sido este o problema.

Se foi curto-circuito, o problema do carro tinha de ser um fusível queimado. Comecei a verificar um por um, porém lembrei que no caso do problema do alarme os fusíveis envolvidos estão num berço ou suporte amarelo, dentro da caixa de fusíveis do compartimento motor. No manual estes fusíveis estão indicados como "iluminação interna" e "rádio", mas aparentemente o primeiro também alimenta o alarme (o manual mancou nesta).

Para extrair estes fusíveis, me parece que é preciso erguer um pouco o berço amarelo (não é preciso tirá-lo totalmente, nem sei se é possível fazer isto) e então retirar os fusíveis, afastando uma das linguetas que mantém cada um seguro no lugar.

E de fato, estava lá, um fusível de 10A, queimado, o da iluminação interna. Todos os fusíveis são transparentes e o elemento fusível forma uma "curvinha" dentro do plástico, então qualquer um pode constatar quando o fusível queimou, principalmente comparando com um fusível bom.

Peguei um fusível de reserva de 10A (que está alojado na caixa de fusíveis interna, por trás do porta-trecos, extrema esquerda do painel), encaixei no lugar. O alarme emitiu um apito ensurdecedor (porque o capô estava aberto e o alto-falante é ali pertinho da bateria), e tudo voltou a funcionar! Até o chaveiro do alarme estava ok, não tinha perdido a programação.

As únicas seqüelas foram: perda da quilometragem dos odômetros parciais, e relógio do painel precisou ser acertado.

Então por ora é isso: tomar cuidado quando for mexer nestas lâmpadas. Certificar-se que as chaves estão desligadas e só ligar quando tiver certeza que a lâmpada está no lugar. (Não tentar mexer nessas coisas à noite, munido apenas de uma lanterna com mau contato, como eu fiz!)

Sendo um pouco perfeccionista, acho que a iluminação interna deveria estar num fusível separado do alarme/painel, considerando que existem duas distinções entre eles: painel e alarme são importantes para abrir e dirigir o automóvel, e manutenção desdes componentes sempre é feita por profissional, mesmo que seja uma luz queimada no painel. Já a iluminação interna, ou a falta dela, não afeta a dirigibilidade, e a própria facilidade da troca de lâmpada "convida" problemas, ainda mais com este design do refletor da lâmpada, propenso a fechar curto.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Revisão dos 60 mil km

Ontem a viatura passou pela revisão dos 60 mil km. Achei que ia ser uma revisão cara, mas devo ter confundido as bolas. A lista básica custa umas quatrocentas e tantas Dilmas. (As quilometragens a serem temidas são 80 e 90 mil.)

Um item "extra" importante foi a substituição de pastilhas e discos de freio dianteiro (310 mangos o kit, mas alguma mão-de-obra). Duraram bastante, até; estava esperando pela má notícia a cada revisão desde os 30 mil km. Como muitos já sabem, carro com câmbio automático "come" os freios. Também fiz alinhamento e balanceamento.

Me ofereceram a troca do filtro de ar-condicionado, este eu deixei de lado porque já tinha sido trocado aos 50 mil km. Também me foi oferecido alguns opcionais, do tipo levantamento automático dos vidros; achei a oferta pertinente e são coisas que pretendo colocar no carro, mas estava com medo do custo total desta revisão, então fica pra revisão dos 70 mil que promete ser baratinha.

A programação das revisões da TR4 sempre inclui troca de velas, filtro de combustível e limpeza de bicos a cada 20 mil km, e de fato o motor parece estar mais "acordado" depois destas revisões de número par, portanto a programação é pertinente... Mas será que o combustível é tão ruim que entope tudo tão depressa?

A concessionária trocou de dono faz meio ano, então estava bem curioso para ver como seria o atendimento. Felizmente, continua bom. Notei que muitos funcionários ainda são os mesmos, pelo menos dois eu lembro da época da compra do automóvel. Baixa rotatividade é sempre um bom sinal.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

56.000km e pneus na terceira idade

A viatura está se aproximando dos 60.000km. Graças à recente orientação passada às concessionárias, economizei uma troca de óleo, mas em questão de semanas chegará a custosa revisão dos 60 mil, em que as correias são substituídas.

Retirando a capa de fibra de vidro para lavar e calibrar o estepe, deu pra notar quanto os pneus já gastaram. Já dá pra "ver" o fundo do sulco, estimo que a banda esteja com 4mm de profundidade. Como todos já devem saber, 3mm é o limite de segurança.

Então, estimo que até o final do ano ou 65.000km devo fazer a troca dos pneus, uma despesa estimada em 3 mil reais. As estimativas que tinha visto ao comprar o carro eram de 70.000km, então está dentro do esperado.

Como a TR4 tem tração traseira, desgasta os 4 pneus por igual, então não tem aquela dúvida montiniana de trocar primeiro os 2 dianteiros ou os 2 traseiros. O "fatiamento" da troca vai ocorrer tão-somente no parcelamento do cartão ;)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Problema com alarme

Tive um problema por estes dias, felizmente já solucionado: a viatura estava disparando o alarme sozinha de vez em quando. Não a cada cinco minutos, mas o suficiente para irritar.

Começou depois da última viagem para o "hinterland", enfrentei estradas muito pedregosas, e asfalto com muito buraco, de modo que a vibração foi grande.

Na noite da viagem o alarme recusou-se a funcionar. Podia ser o chaveiro ou o carro... até pressionei os fusíveis do quadro interno (por trás da gavetinha à esquerda do volante). Não adiantou nada, mas no outro dia de manhã funcionou normalmente.

Alarme disparando sozinho é um problema bem chato de resolver, porque pode ser qualquer coisa: sensor de porta com mau contato, sensor de movimento quebrado ou sensível demais, etc. etc. Mas vi o seguinte post no fórum 4x4 Brasil:

http://www.4x4brasil.com.br/forum/mitsubishi/95839-tr4-alarme-disparando-sozinho.html

Existe outra caixa de fusíveis na TR4, perto do motor. De acordo com a sugestão do fórum, pressionei os fusíveis -- de fato pareciam todos meio soltos -- e o problema desapareceu desde então!