domingo, 22 de janeiro de 2017
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Fim da saga
Pois é, estou traindo o movimento punk! A TR4 vai dar lugar a uma outra viatura: uma L200 que apareceu aí a preço de ocasião.
Não era a intenção trocar de carro por estes dias, já que conforme disse em outro(s) post(s) deste blog, a hora certa de trocar de carro tende a ser um múltiplo de 4 anos, na véspera das revisões caras que caem nos múltiplos de 40.000km.
Certamente não estava nos planos dar como entrada o carro com pneus de 9 meses de idade... mas acontece. Em compensação, a avaliação perdoou alguns detalhes estéticos e pagou um valor bom, apenas 9% abaixo da FIPE (afinal a concessionária vai revisar, consertar esses detalhes e vender o carro pela tabela FIPE, e ainda precisa lucrar um pouco, né? Ninguém vive de brisa.)
Salvo apareça algum problema desconhecido, quem comprar essa TR4 vai ser feliz, pois está realmente em dia. O pessoal sempre brinca que a galera enterra os jipes na lama e depois vende dizendo que "nunca pegou trilha", eu posso afirmar categoricamente que nunca coloquei o carro na trilha, só estrada rural. Usei a reduzida a sério (sem ser para teste) apenas uma vez em 6 anos!
Aliás, ainda acho a TR4 um carro dos mais bonitos que andam por aí, nesse mar de carrinhos e carrões arredondados, como se fossem todos supositórios gigantes. Supositórios têm de caber no traseiro de todo mundo, e da mesma forma esses carros arredondados são feitos para "não desagradar ninguém", em vez de para "agradar alguém".
Bolas, até as TR4 antigas ainda são iconicamente bonitas! Um desenho de Pininfarina realmente resiste ao teste do tempo.
Mas a TR4 saiu de linha e um dia teria de dar lugar a outro veículo, ainda mais que é nosso único carro e tem de estar confiável para o uso do dia-a-dia. Minha S10 começou a incomodar para valer depois de 10 anos. Por conta disso eu sempre acabo abandonando o projeto de comprar um jipe ou Rural Willys - outro carro que considero icônico - por conta dessa equação: ficar com 2 carros velhos em vez de um novo? Sempre chego à conclusão que não faz sentido.
Assim sendo, provavelmente não vou mais publicar neste blog, pois não terei mais o veículo e não terei mais o que reportar, salvo apareça alguma informação muito relevante prestada por algum leitor.
Não era a intenção trocar de carro por estes dias, já que conforme disse em outro(s) post(s) deste blog, a hora certa de trocar de carro tende a ser um múltiplo de 4 anos, na véspera das revisões caras que caem nos múltiplos de 40.000km.
Certamente não estava nos planos dar como entrada o carro com pneus de 9 meses de idade... mas acontece. Em compensação, a avaliação perdoou alguns detalhes estéticos e pagou um valor bom, apenas 9% abaixo da FIPE (afinal a concessionária vai revisar, consertar esses detalhes e vender o carro pela tabela FIPE, e ainda precisa lucrar um pouco, né? Ninguém vive de brisa.)
Salvo apareça algum problema desconhecido, quem comprar essa TR4 vai ser feliz, pois está realmente em dia. O pessoal sempre brinca que a galera enterra os jipes na lama e depois vende dizendo que "nunca pegou trilha", eu posso afirmar categoricamente que nunca coloquei o carro na trilha, só estrada rural. Usei a reduzida a sério (sem ser para teste) apenas uma vez em 6 anos!
Aliás, ainda acho a TR4 um carro dos mais bonitos que andam por aí, nesse mar de carrinhos e carrões arredondados, como se fossem todos supositórios gigantes. Supositórios têm de caber no traseiro de todo mundo, e da mesma forma esses carros arredondados são feitos para "não desagradar ninguém", em vez de para "agradar alguém".
Bolas, até as TR4 antigas ainda são iconicamente bonitas! Um desenho de Pininfarina realmente resiste ao teste do tempo.
Mas a TR4 saiu de linha e um dia teria de dar lugar a outro veículo, ainda mais que é nosso único carro e tem de estar confiável para o uso do dia-a-dia. Minha S10 começou a incomodar para valer depois de 10 anos. Por conta disso eu sempre acabo abandonando o projeto de comprar um jipe ou Rural Willys - outro carro que considero icônico - por conta dessa equação: ficar com 2 carros velhos em vez de um novo? Sempre chego à conclusão que não faz sentido.
Assim sendo, provavelmente não vou mais publicar neste blog, pois não terei mais o veículo e não terei mais o que reportar, salvo apareça alguma informação muito relevante prestada por algum leitor.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Infliltração lanterna traseira?
Segue um vídeo que fala de como resolver esta infiltração de água na lanterna traseira. https://www.youtube.com/watch?v=7yX69QTPWgg
No meu caso os soquetes não estavam comprometidos, a parte mais útil do vídeo foi mostrar onde se deve fazer o furo de dreno, que pode ser feito a quente (com um prego quente, ou ferro de soldar fino) ou com furadeira de broca fina. Assim, mesmo que infiltre, o dreno assegura que a água tem por onde sair.
Vedei as laterais da lanterna com esmalte de unha, ainda preciso constatar se a longo prazo o resultado foi bom.
No meu caso os soquetes não estavam comprometidos, a parte mais útil do vídeo foi mostrar onde se deve fazer o furo de dreno, que pode ser feito a quente (com um prego quente, ou ferro de soldar fino) ou com furadeira de broca fina. Assim, mesmo que infiltre, o dreno assegura que a água tem por onde sair.
Vedei as laterais da lanterna com esmalte de unha, ainda preciso constatar se a longo prazo o resultado foi bom.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
O buraco é mais embaixo
Segundo a última Quatro Rodas, a MIT lançou o "ASX Outdoor", numa tentativa de tapar o buraco deixado pela TR4 na linha de veículos. Em relação ao ASX normal, as diferenças são: 4x4, câmbio manual e pneus de perfil mais adequado ao off-road (e às estradas esburacadas do nosso Bananistão).
Mas, como a Quatro Rodas apontou corretamente, o ASX Outdoor não cobre a lacuna deixada pela TR4, nem tampouco o ASX pode ser usado como se fosse um jipe. Dentro da linha MIT, o que mais remotamente aparentado existe, em termos de robustez, é a L200, que vende bem. Para quem ter ter um carro que "pareça" offroadiano, a L200 HLS com motor flex 2.4 (meio anêmico para o peso do veículo, não é mais potente que o da TR4, mas é suficiente para andar pra frente) é relativamente barata.
Mas, como a Quatro Rodas apontou corretamente, o ASX Outdoor não cobre a lacuna deixada pela TR4, nem tampouco o ASX pode ser usado como se fosse um jipe. Dentro da linha MIT, o que mais remotamente aparentado existe, em termos de robustez, é a L200, que vende bem. Para quem ter ter um carro que "pareça" offroadiano, a L200 HLS com motor flex 2.4 (meio anêmico para o peso do veículo, não é mais potente que o da TR4, mas é suficiente para andar pra frente) é relativamente barata.
sábado, 10 de outubro de 2015
Revisão dos 80.000km
A princípio minha decisão tinha sido não publicar nada mais neste blog, já que a TR4 deixou de ser fabricada. Mas a revisão de 80.000km é importante, e decidi falar como foi a revisão da minha viatura.
De certa forma a 8a revisão é uma encruzilhada. Ela ocorre no 4o aniversário do veículo - no meu caso, como rodo consideravelmente menos que 10.000km por semestre nos últimos 2 anos, sempre estou adiando um pouquinho a cada vez e meu carro já tem 4 anos e 8 meses. A 8a revisão é a mais cara e completa da TR4, porque troca diversas peças e lubrificantes. A próxima revisão igualmente cara só vai acontecer com 160 mil quilômetros ou 8 anos.
Este é o momento de decidir se você vai ficar com o automóvel, ou entregá-lo na compra de um novo. Se vai ficar com ele, faça a revisão, se for trocar, entregue imediatamente antes. Não valeria a pena negociá-lo logo depois desta revisão; o ideal seria ficar com ele mais 4 anos a partir da revisão feita. No mínimo 2 anos, para usufruir do seu próprio zelo. Por razões pessoais eu preferi ficar com o automóvel mais um quadriênio.
80 mil km também é a época em que os pneus costumam ser trocados. Um pouco antes para alguns, mas é sempre nesta faixa entre 65 e 80 mil. Meu automóvel estava com 76 mil km, se fosse para realmente economizar daria para rodar com os pneus mais uns meses, mas já estava naquele ponto em que os amigos próximos comentam.
Curiosamente, a concessionária Kayo ofereceu trocar os pneus junto com a revisão, ofereceram um preço muito bom. Na verdade o preço unitário do pneu era normal (no Mercado Livre está muito mais barato), mas estavam com uma promoção "leve 4, pague 3", e aí o preço efetivo unitário ficou realmente bom. Decidi trocar. Nem precisei botar um pneu velho no lugar do estepe, talvez por isso mesmo ofereceram o "leve 4, pague 3", porque é o que todo mundo faz na realidade, comprar apenas 3 pneus. Ao menos se acontecer de um pneu ser cortado ou inutilizado, como já me aconteceu, tenho um novinho no estepe, e aí sim vou atrás de um pneu velho.
A revisão em si ficou um pouco mais barata (1500 reais) do que costumava ser (2200 reais), devido a uma mudança de procedimento: a troca do óleo ATF do câmbio automático não é mais feita aos 80 mil km, e a correia dentada só é trocada aos 100 mil km. O óleo ATF é agora inspecionado a cada revisão e trocado quando necessário. Isto é consoante com a troca de óleo do motor, que também foi esticada de 5.000 para 10.000km. Os óleos estão cada vez melhores e os tempos de troca vão esticando de acordo. Existe o aspecto ambiental também: óleo é um grande poluente, e quanto menos óleo velho houver para descarte, menos chance dele acabar derramado por aí.
Os óleos dos diferenciais e caixa de transferência continuam sendo trocados nesta revisão. Também há os demais custos de uma revisão "par" (a cada 20 mil km) de uma TR4 flex: velas, filtros, limpeza de bicos, etc.
No caso do câmbio automático, a mudança de agenda é meio polêmica, muita gente advoga a troca do óleo até mais cedo, em torno de 50.000km. Por outro lado, muitos carros mais novos estão saindo com óleo de caixa "para toda a vida", ou em torno de 250.000km que é a vida útil típica de um veículo. O óleo ATF da minha TR4 ainda tem a mesma cor de groselha que tinha quando nova, então pelo critério visual não precisaria mesmo trocar por ora. Por outro lado, um automóvel mais judiado poderia precisar de uma troca até antes de 80 mil km, denunciado pela mudança de cor do ATF para marrom. Seja como for, se realmente é uma decisão técnica fundamentada, é uma economia de 1200 reais e 12 litros de poluente a menos no mundo.
Além da revisão seca (1500 reais), pneus (2500 reais) também gastei mais de 2 mil em outros itens: alinhamento e balanceamento, 4 amortecedores, palhetas de limpador de pára-brisa, correias de alternador e ar-condicionado (pelo menos a do alternador tinha voltado a "cantar" às vezes, e devia estar desgastada), um farol queimado (justo o farol dianteiro direito que na TR4 é difícil de trocar, exige retirada de outras peças).
São consertos que provavelmente sairiam mais barato numa auto-elétrica e numa oficina comum, mas fazer tudo num lugar só evita empurra-empurra de responsabilidades, fora a perda de tempo de deixar o carro um dia num lugar, outro dia em outro, etc. Apenas a bateria eu tinha trocado numa loja especializada, há poucos meses, pois assim como os pneus ela dava sinais de estar nos últimos meses de vida; e ficar sem bateria é muuuuuito chato. A bateria original durou mais de 4 anos, não dá pra reclamar.
Também acho que a concessionária é "honesta" nos preços e diagnósticos, considerando o status de concessionária e o fato de ser um carro mais "luxuoso". Nesse tempo de crise eles têm direito de faturar um pouco, não é? Quando falaram em trocar os amortecedores eu farejei empurrometria, mas realmente o carro ficou mais esperto e macio quando passa por uma depressão. Antes estava batendo no fim-de-curso em irregularidades típicas de rua calçada. É o tipo de degradação lenta que um motorista diário não nota, mas vai acontecendo, e minando gradativamente a "saúde" do carro, que se não for mantido acaba com aquele jeitão cansado de carro velho.
De certa forma a 8a revisão é uma encruzilhada. Ela ocorre no 4o aniversário do veículo - no meu caso, como rodo consideravelmente menos que 10.000km por semestre nos últimos 2 anos, sempre estou adiando um pouquinho a cada vez e meu carro já tem 4 anos e 8 meses. A 8a revisão é a mais cara e completa da TR4, porque troca diversas peças e lubrificantes. A próxima revisão igualmente cara só vai acontecer com 160 mil quilômetros ou 8 anos.
Este é o momento de decidir se você vai ficar com o automóvel, ou entregá-lo na compra de um novo. Se vai ficar com ele, faça a revisão, se for trocar, entregue imediatamente antes. Não valeria a pena negociá-lo logo depois desta revisão; o ideal seria ficar com ele mais 4 anos a partir da revisão feita. No mínimo 2 anos, para usufruir do seu próprio zelo. Por razões pessoais eu preferi ficar com o automóvel mais um quadriênio.
80 mil km também é a época em que os pneus costumam ser trocados. Um pouco antes para alguns, mas é sempre nesta faixa entre 65 e 80 mil. Meu automóvel estava com 76 mil km, se fosse para realmente economizar daria para rodar com os pneus mais uns meses, mas já estava naquele ponto em que os amigos próximos comentam.
Curiosamente, a concessionária Kayo ofereceu trocar os pneus junto com a revisão, ofereceram um preço muito bom. Na verdade o preço unitário do pneu era normal (no Mercado Livre está muito mais barato), mas estavam com uma promoção "leve 4, pague 3", e aí o preço efetivo unitário ficou realmente bom. Decidi trocar. Nem precisei botar um pneu velho no lugar do estepe, talvez por isso mesmo ofereceram o "leve 4, pague 3", porque é o que todo mundo faz na realidade, comprar apenas 3 pneus. Ao menos se acontecer de um pneu ser cortado ou inutilizado, como já me aconteceu, tenho um novinho no estepe, e aí sim vou atrás de um pneu velho.
A revisão em si ficou um pouco mais barata (1500 reais) do que costumava ser (2200 reais), devido a uma mudança de procedimento: a troca do óleo ATF do câmbio automático não é mais feita aos 80 mil km, e a correia dentada só é trocada aos 100 mil km. O óleo ATF é agora inspecionado a cada revisão e trocado quando necessário. Isto é consoante com a troca de óleo do motor, que também foi esticada de 5.000 para 10.000km. Os óleos estão cada vez melhores e os tempos de troca vão esticando de acordo. Existe o aspecto ambiental também: óleo é um grande poluente, e quanto menos óleo velho houver para descarte, menos chance dele acabar derramado por aí.
Os óleos dos diferenciais e caixa de transferência continuam sendo trocados nesta revisão. Também há os demais custos de uma revisão "par" (a cada 20 mil km) de uma TR4 flex: velas, filtros, limpeza de bicos, etc.
No caso do câmbio automático, a mudança de agenda é meio polêmica, muita gente advoga a troca do óleo até mais cedo, em torno de 50.000km. Por outro lado, muitos carros mais novos estão saindo com óleo de caixa "para toda a vida", ou em torno de 250.000km que é a vida útil típica de um veículo. O óleo ATF da minha TR4 ainda tem a mesma cor de groselha que tinha quando nova, então pelo critério visual não precisaria mesmo trocar por ora. Por outro lado, um automóvel mais judiado poderia precisar de uma troca até antes de 80 mil km, denunciado pela mudança de cor do ATF para marrom. Seja como for, se realmente é uma decisão técnica fundamentada, é uma economia de 1200 reais e 12 litros de poluente a menos no mundo.
Além da revisão seca (1500 reais), pneus (2500 reais) também gastei mais de 2 mil em outros itens: alinhamento e balanceamento, 4 amortecedores, palhetas de limpador de pára-brisa, correias de alternador e ar-condicionado (pelo menos a do alternador tinha voltado a "cantar" às vezes, e devia estar desgastada), um farol queimado (justo o farol dianteiro direito que na TR4 é difícil de trocar, exige retirada de outras peças).
São consertos que provavelmente sairiam mais barato numa auto-elétrica e numa oficina comum, mas fazer tudo num lugar só evita empurra-empurra de responsabilidades, fora a perda de tempo de deixar o carro um dia num lugar, outro dia em outro, etc. Apenas a bateria eu tinha trocado numa loja especializada, há poucos meses, pois assim como os pneus ela dava sinais de estar nos últimos meses de vida; e ficar sem bateria é muuuuuito chato. A bateria original durou mais de 4 anos, não dá pra reclamar.
Também acho que a concessionária é "honesta" nos preços e diagnósticos, considerando o status de concessionária e o fato de ser um carro mais "luxuoso". Nesse tempo de crise eles têm direito de faturar um pouco, não é? Quando falaram em trocar os amortecedores eu farejei empurrometria, mas realmente o carro ficou mais esperto e macio quando passa por uma depressão. Antes estava batendo no fim-de-curso em irregularidades típicas de rua calçada. É o tipo de degradação lenta que um motorista diário não nota, mas vai acontecendo, e minando gradativamente a "saúde" do carro, que se não for mantido acaba com aquele jeitão cansado de carro velho.
domingo, 31 de maio de 2015
Adeus
Então a Mitsubishi Motors tirou de linha o automóvel mais acessível que fabricava... Justo num ano de crise aguda da economia e crédito caro, mesmo quem tem grana para comprar um veículo acima de R$ 100 mil está pensando 100.000 vezes antes de adquirir um veículo novo.
TR4 era "obsoleta", etc. mas pra que mais obsolescência que Grand Vitara e o Jimny? Que por sinal vendem melhor que nunca?
Enfim, considero a decisão da MIT de tirar a TR4 de linha um grandíssimo erro. Mas está feito.
E sendo assim, este blog também vai se retirando.
O histórico de posts ficará à disposição, pelo menos enquanto o Blogger permanecer no ar e gratuito.
TR4 era "obsoleta", etc. mas pra que mais obsolescência que Grand Vitara e o Jimny? Que por sinal vendem melhor que nunca?
Enfim, considero a decisão da MIT de tirar a TR4 de linha um grandíssimo erro. Mas está feito.
E sendo assim, este blog também vai se retirando.
O histórico de posts ficará à disposição, pelo menos enquanto o Blogger permanecer no ar e gratuito.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
O fim da saga TR4?
Parece que a MIT anunciou oficialmente que vai parar de produzir a Pajero TR4 durante este ano. Segue uma das fontes onde encontrei a informação.
Péssima notícia para nós que apreciamos este carro único: bonito, robusto, 4x4, e com preço aceitável.
De certa forma, a notícia era esperada. Imagino que os próprios componentes do carro vão acabar não sendo mais fabricados, pelo menos não mais na escala necessária. Motor obsoleto, câmbio obsoleto, sabe como é. Parece que a transmissão era fabricada no Japão exclusivamente para os TR4 brasileiros.
Por outro lado, me incomoda a inexistência de um sucessor à altura. Que outro veículo poderia ser o "sucessor" da TR4, aquele que o dono atual de uma TR4 escolheria como próxima viatura?
Dentro da mesma marca, há ASX e Outlander. ASX agora é fabricado no Brasil, mas a versão 4x4 ainda é um pouco cara (20-25% a mais que a TR4), e é um "crossover", não é um veículo com proposta tão valente. Basta ver os pneus de perfil baixo com que ele sai da loja...
Ao menos o ASX é um carro mais moderno, deve continuar em linha por um longo tempo. E sem dúvida é um automóvel melhor para trânsito urbano e rodoviário, que é onde passamos mesmo a maior parte do tempo.
Fora da MIT, temos dois outros "vovôs": Grand Vitara e Jimny, ambos da Suzuki. São bons carros. O Jimny é um pouco despojado demais para "carro de família": câmbio manual e motor fraco. O Grand Vitara (conhecido como GV) custa tanto quanto o ASX na versão 4x4.
Opções como Troller, etc. não me cativam: caros, não têm câmbio automático e não devem ser muito confortáveis para viagens mais longas. Uma L200 cairia bem mas não sei se a esposa se garante em manobrar. Não conheço o Jeep Renegade, teria de ver preço.
Em termos de equivalência, o Suzuki Grand Vitara é mesmo o mais próximo que existe da TR4. Todos os números são muito semelhantes. A relação de marcha reduzida é exatamente igual. Potência e cilindrada do motor, iguais. Até as mesmas 4 marchas do câmbio automático (talvez a maior deficiência da TR4). Vejo muitos GV nas ruas (não tanto quanto TR4), parece estar vendendo bem.
Pessoalmente eu ficaria entre ASX e GV, pendendo mais pro GV, mas aí pintam dois grilos:
1) Tanto o Jimny quanto o GV são projetos antigos, tão ou mais antigos que a Pajero IO/TR4. Quem garante que não serão tirados de linha logo em seguida? Certamente um dos critérios de compra de um automóvel é que ele permaneça em produção. (Falarei sobre isto mais abaixo.) O Grand Vitara já começa a ser descontinuado em alguns mercados.
2) A própria Suzuki tem existência precária no Brasil. Vendeu automóveis nos anos 90, foi embora, agora voltou. Voltou pra ficar mesmo desta vez? É certo que, pelo volume de automóveis Suzuki nas ruas, e pelo sistema de parceria com sócio brasileiro (o grupo Souza Ramos, o mesmo da Mitsubishi Motors do Brasil), tendo inclusive fábrica local agora, as chances da Suzuki ir embora novamente são bem menores desta vez, mas trauma é trauma.
Como continuação do ponto (1), se a estratégia da Suzuki no Brasil é basicamente vender modelos "velhos", por que a Mitsubishi quer livrar-se da TR4, que vende bem?
Quanto à continuidade de vendas do modelo novo, importa à muita gente pela desvalorização na hora de comprar outro carro, e pela possível falta de peças para manutenção. A gente sabe como as montadoras tratam "bem" o consumidor neste quesito... Até para carros em produção e de grande volume de vendas é difícil conseguir peças, imagine no caso oposto.
Péssima notícia para nós que apreciamos este carro único: bonito, robusto, 4x4, e com preço aceitável.
De certa forma, a notícia era esperada. Imagino que os próprios componentes do carro vão acabar não sendo mais fabricados, pelo menos não mais na escala necessária. Motor obsoleto, câmbio obsoleto, sabe como é. Parece que a transmissão era fabricada no Japão exclusivamente para os TR4 brasileiros.
Por outro lado, me incomoda a inexistência de um sucessor à altura. Que outro veículo poderia ser o "sucessor" da TR4, aquele que o dono atual de uma TR4 escolheria como próxima viatura?
Dentro da mesma marca, há ASX e Outlander. ASX agora é fabricado no Brasil, mas a versão 4x4 ainda é um pouco cara (20-25% a mais que a TR4), e é um "crossover", não é um veículo com proposta tão valente. Basta ver os pneus de perfil baixo com que ele sai da loja...
Ao menos o ASX é um carro mais moderno, deve continuar em linha por um longo tempo. E sem dúvida é um automóvel melhor para trânsito urbano e rodoviário, que é onde passamos mesmo a maior parte do tempo.
Fora da MIT, temos dois outros "vovôs": Grand Vitara e Jimny, ambos da Suzuki. São bons carros. O Jimny é um pouco despojado demais para "carro de família": câmbio manual e motor fraco. O Grand Vitara (conhecido como GV) custa tanto quanto o ASX na versão 4x4.
Opções como Troller, etc. não me cativam: caros, não têm câmbio automático e não devem ser muito confortáveis para viagens mais longas. Uma L200 cairia bem mas não sei se a esposa se garante em manobrar. Não conheço o Jeep Renegade, teria de ver preço.
Em termos de equivalência, o Suzuki Grand Vitara é mesmo o mais próximo que existe da TR4. Todos os números são muito semelhantes. A relação de marcha reduzida é exatamente igual. Potência e cilindrada do motor, iguais. Até as mesmas 4 marchas do câmbio automático (talvez a maior deficiência da TR4). Vejo muitos GV nas ruas (não tanto quanto TR4), parece estar vendendo bem.
Pessoalmente eu ficaria entre ASX e GV, pendendo mais pro GV, mas aí pintam dois grilos:
1) Tanto o Jimny quanto o GV são projetos antigos, tão ou mais antigos que a Pajero IO/TR4. Quem garante que não serão tirados de linha logo em seguida? Certamente um dos critérios de compra de um automóvel é que ele permaneça em produção. (Falarei sobre isto mais abaixo.) O Grand Vitara já começa a ser descontinuado em alguns mercados.
2) A própria Suzuki tem existência precária no Brasil. Vendeu automóveis nos anos 90, foi embora, agora voltou. Voltou pra ficar mesmo desta vez? É certo que, pelo volume de automóveis Suzuki nas ruas, e pelo sistema de parceria com sócio brasileiro (o grupo Souza Ramos, o mesmo da Mitsubishi Motors do Brasil), tendo inclusive fábrica local agora, as chances da Suzuki ir embora novamente são bem menores desta vez, mas trauma é trauma.
Como continuação do ponto (1), se a estratégia da Suzuki no Brasil é basicamente vender modelos "velhos", por que a Mitsubishi quer livrar-se da TR4, que vende bem?
Quanto à continuidade de vendas do modelo novo, importa à muita gente pela desvalorização na hora de comprar outro carro, e pela possível falta de peças para manutenção. A gente sabe como as montadoras tratam "bem" o consumidor neste quesito... Até para carros em produção e de grande volume de vendas é difícil conseguir peças, imagine no caso oposto.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Cuidado ao trocar lâmpadas de iluminação interna
Hoje me aconteceu uma!
Vi que a lâmpada de iluminação interna traseira, aquela acima do tampão do porta-malas, não acendia. Como ela é de fácil manutenção, resolvi mexer. Ela já tinha falhado uma vez, mas uma mexidinha na lâmpada tinha resolvido, a lâmpada não tinha queimado.
Removi a lâmpada e vi que desta vez ela tinha estragado mesmo. Não o filamento, mas um dos contatos metálicos tinha descolado do vidro. A cola tinha virado um pozinho por dentro do metal, tentei limpar e montar a lâmpada de novo, na esperança que a pressão dos contatos manteria o conjunto unido, pelo menos até eu comprar uma lâmpada nova.
Não funcionou, em duas ou três tentativas de encaixar a lâmpada solta. Num certo momento, reparei que a iluminação interna dianteira apagou sozinha. Pensei que fosse algum temporizador (talvez para evitar que uma porta mal fechada esgote a bateria?). Mas não lembrava da TR4 possuir tal temporizador.
Mas aí fechei o carro, abri de novo, e a lâmpada interna dianteira continuou sem acender. Que azar, duas lâmpadas do mesmo tipo queimando no mesmo dia. Mas não seria a primeira vez que isto me acontece...
Na tentativa de resetar o tal temporizador, decidi ligar o carro, aí notei diversos problemas elétricos adicionais:
a) Ao ligar a ignição, o alarme emitiu um único apito agudo, curto;
b) As luzes do painel não acendiam, nem os ponteiros indicavam nada. Nem mesmo o quadro central com marcha e tração ligava. A gasolina indicava reserva;
c) A trava das portas não funcionava com a ignição desligada;
d) Rádio e relógio desligados.
e) Alarme não funcionava, nem para trancar nem para destrancar. Nem o botão de pânico.
Primeiro pensei que a bateria tinha acabado. Talvez alguém esqueceu a porta aberta e tinha assistido ao último suspiro da carga. A bateria ainda é original, tem 3 anos e alguns dias, então... Porém o motor pegou normalmente, os faróis acendiam e as marchas engatavam. O carro aparentemente poderia andar, mas sem nenhuma indicação no painel.
A suspeita então era o alarme que se desprogramou, "esquecendo" dos chaveiros. Tentei a sequência do manual para reprogramar um chaveiro novo com o alarme do carro, mas não funcionou.
Eu não tinha mexido nos fusíveis, porém como o carro acabou de voltar de uma revisão, procurei apertar todos os fusíveis, nas duas caixas de fusíveis que a TR4 possui, até porque já tive problemas com fusíveis soltos que afetaram o alarme. Mas nada mudou. Uma busca por fios soltos ou desconectados não revelou nada.
Como eu não estava em casa a solução seria chamar o socorro do seguro. Mas não havia pressa, então pensei o seguinte: o problema começou quando mexi naquela bendita lâmpada, então vou dar mais uma olhada lá. Das duas uma: ou tem algum circuito de alarme naquele mesmo suporte, ou eu provoquei um curto-circuito, embora pareça impossível fazer isso numa simples troca de lâmpada.
O suporte da lâmpada de iluminação tem um detalhe: ele tem dois contatos de metal, para alimentar a lâmpada pelas duas pontas (é uma lâmpada cilíndrica com dois cones metálicos nas pontas). Porém há um refletor metálico, que envolve a lâmpada no lado de cima. O refletor tem inclusive cor igual a dos contatos, provavelmente forma uma peça metálica única com um dos contatos.
A distância entre os contatos e o tal refletor é muito pequena. Uma lâmpada mal inserida, com a chave ligada, poderia fazer a ponte entre contato e refletor, causando o curto-circuito. No meu caso eu tentei inserir a lâmpada muitas vezes e ainda com um dos cones meio solto, aumentando a chance de que tenha sido este o problema.
Se foi curto-circuito, o problema do carro tinha de ser um fusível queimado. Comecei a verificar um por um, porém lembrei que no caso do problema do alarme os fusíveis envolvidos estão num berço ou suporte amarelo, dentro da caixa de fusíveis do compartimento dp motor. No manual estes fusíveis estão indicados como "iluminação interna" e "rádio", mas aparentemente o primeiro também alimenta o alarme (o manual mancou nesta).
Para extrair estes fusíveis, me parece que é preciso erguer um pouco o berço amarelo (não é preciso tirá-lo totalmente, nem sei se é possível fazer isto) e então retirar os fusíveis, afastando uma das linguetas que mantém cada um seguro no lugar.
E de fato, estava lá, um fusível de 10A, queimado, o da iluminação interna. Todos os fusíveis são transparentes e o elemento fusível forma uma "curvinha" dentro do plástico, então qualquer um pode constatar quando o fusível queimou, principalmente comparando com um fusível bom.
Peguei um fusível de reserva de 10A (que está alojado na caixa de fusíveis interna, por trás do porta-trecos, extrema esquerda do painel), encaixei no lugar. O alarme emitiu um apito ensurdecedor (porque o capô estava aberto e o alto-falante é ali pertinho da bateria), e tudo voltou a funcionar! Até o chaveiro do alarme estava ok, não tinha perdido a programação.
As únicas seqüelas foram: perda da quilometragem dos odômetros parciais, e relógio do painel precisou ser acertado.
Então por ora é isso: tomar cuidado quando for mexer nestas lâmpadas. Certificar-se que as chaves estão desligadas e só ligar quando tiver certeza que a lâmpada está no lugar. (Não tentar mexer nessas coisas à noite, munido apenas de uma lanterna com mau contato, como eu fiz!)
Sendo um pouco perfeccionista, acho que a iluminação interna deveria estar num fusível separado do alarme/painel, considerando que existem duas distinções entre eles: painel e alarme são importantes para abrir e dirigir o automóvel, e manutenção desdes componentes sempre é feita por profissional, mesmo que seja uma luz queimada no painel. Já a iluminação interna, ou a falta dela, não afeta a dirigibilidade, e a própria facilidade da troca de lâmpada "convida" problemas, ainda mais com este design do refletor da lâmpada, propenso a fechar curto.
Vi que a lâmpada de iluminação interna traseira, aquela acima do tampão do porta-malas, não acendia. Como ela é de fácil manutenção, resolvi mexer. Ela já tinha falhado uma vez, mas uma mexidinha na lâmpada tinha resolvido, a lâmpada não tinha queimado.
Removi a lâmpada e vi que desta vez ela tinha estragado mesmo. Não o filamento, mas um dos contatos metálicos tinha descolado do vidro. A cola tinha virado um pozinho por dentro do metal, tentei limpar e montar a lâmpada de novo, na esperança que a pressão dos contatos manteria o conjunto unido, pelo menos até eu comprar uma lâmpada nova.
Não funcionou, em duas ou três tentativas de encaixar a lâmpada solta. Num certo momento, reparei que a iluminação interna dianteira apagou sozinha. Pensei que fosse algum temporizador (talvez para evitar que uma porta mal fechada esgote a bateria?). Mas não lembrava da TR4 possuir tal temporizador.
Mas aí fechei o carro, abri de novo, e a lâmpada interna dianteira continuou sem acender. Que azar, duas lâmpadas do mesmo tipo queimando no mesmo dia. Mas não seria a primeira vez que isto me acontece...
Na tentativa de resetar o tal temporizador, decidi ligar o carro, aí notei diversos problemas elétricos adicionais:
a) Ao ligar a ignição, o alarme emitiu um único apito agudo, curto;
b) As luzes do painel não acendiam, nem os ponteiros indicavam nada. Nem mesmo o quadro central com marcha e tração ligava. A gasolina indicava reserva;
c) A trava das portas não funcionava com a ignição desligada;
d) Rádio e relógio desligados.
e) Alarme não funcionava, nem para trancar nem para destrancar. Nem o botão de pânico.
Primeiro pensei que a bateria tinha acabado. Talvez alguém esqueceu a porta aberta e tinha assistido ao último suspiro da carga. A bateria ainda é original, tem 3 anos e alguns dias, então... Porém o motor pegou normalmente, os faróis acendiam e as marchas engatavam. O carro aparentemente poderia andar, mas sem nenhuma indicação no painel.
A suspeita então era o alarme que se desprogramou, "esquecendo" dos chaveiros. Tentei a sequência do manual para reprogramar um chaveiro novo com o alarme do carro, mas não funcionou.
Eu não tinha mexido nos fusíveis, porém como o carro acabou de voltar de uma revisão, procurei apertar todos os fusíveis, nas duas caixas de fusíveis que a TR4 possui, até porque já tive problemas com fusíveis soltos que afetaram o alarme. Mas nada mudou. Uma busca por fios soltos ou desconectados não revelou nada.
Como eu não estava em casa a solução seria chamar o socorro do seguro. Mas não havia pressa, então pensei o seguinte: o problema começou quando mexi naquela bendita lâmpada, então vou dar mais uma olhada lá. Das duas uma: ou tem algum circuito de alarme naquele mesmo suporte, ou eu provoquei um curto-circuito, embora pareça impossível fazer isso numa simples troca de lâmpada.
O suporte da lâmpada de iluminação tem um detalhe: ele tem dois contatos de metal, para alimentar a lâmpada pelas duas pontas (é uma lâmpada cilíndrica com dois cones metálicos nas pontas). Porém há um refletor metálico, que envolve a lâmpada no lado de cima. O refletor tem inclusive cor igual a dos contatos, provavelmente forma uma peça metálica única com um dos contatos.
A distância entre os contatos e o tal refletor é muito pequena. Uma lâmpada mal inserida, com a chave ligada, poderia fazer a ponte entre contato e refletor, causando o curto-circuito. No meu caso eu tentei inserir a lâmpada muitas vezes e ainda com um dos cones meio solto, aumentando a chance de que tenha sido este o problema.
Se foi curto-circuito, o problema do carro tinha de ser um fusível queimado. Comecei a verificar um por um, porém lembrei que no caso do problema do alarme os fusíveis envolvidos estão num berço ou suporte amarelo, dentro da caixa de fusíveis do compartimento dp motor. No manual estes fusíveis estão indicados como "iluminação interna" e "rádio", mas aparentemente o primeiro também alimenta o alarme (o manual mancou nesta).
Para extrair estes fusíveis, me parece que é preciso erguer um pouco o berço amarelo (não é preciso tirá-lo totalmente, nem sei se é possível fazer isto) e então retirar os fusíveis, afastando uma das linguetas que mantém cada um seguro no lugar.
E de fato, estava lá, um fusível de 10A, queimado, o da iluminação interna. Todos os fusíveis são transparentes e o elemento fusível forma uma "curvinha" dentro do plástico, então qualquer um pode constatar quando o fusível queimou, principalmente comparando com um fusível bom.
Peguei um fusível de reserva de 10A (que está alojado na caixa de fusíveis interna, por trás do porta-trecos, extrema esquerda do painel), encaixei no lugar. O alarme emitiu um apito ensurdecedor (porque o capô estava aberto e o alto-falante é ali pertinho da bateria), e tudo voltou a funcionar! Até o chaveiro do alarme estava ok, não tinha perdido a programação.
As únicas seqüelas foram: perda da quilometragem dos odômetros parciais, e relógio do painel precisou ser acertado.
Então por ora é isso: tomar cuidado quando for mexer nestas lâmpadas. Certificar-se que as chaves estão desligadas e só ligar quando tiver certeza que a lâmpada está no lugar. (Não tentar mexer nessas coisas à noite, munido apenas de uma lanterna com mau contato, como eu fiz!)
Sendo um pouco perfeccionista, acho que a iluminação interna deveria estar num fusível separado do alarme/painel, considerando que existem duas distinções entre eles: painel e alarme são importantes para abrir e dirigir o automóvel, e manutenção desdes componentes sempre é feita por profissional, mesmo que seja uma luz queimada no painel. Já a iluminação interna, ou a falta dela, não afeta a dirigibilidade, e a própria facilidade da troca de lâmpada "convida" problemas, ainda mais com este design do refletor da lâmpada, propenso a fechar curto.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Revisão dos 60 mil km
Ontem a viatura passou pela revisão dos 60 mil km. Achei que ia ser uma revisão cara, mas devo ter confundido as bolas. A lista básica custa umas quatrocentas e tantas Dilmas. (As quilometragens a serem temidas são 80 e 90 mil.)
Um item "extra" importante foi a substituição de pastilhas e discos de freio dianteiro (310 mangos o kit, mas alguma mão-de-obra). Duraram bastante, até; estava esperando pela má notícia a cada revisão desde os 30 mil km. Como muitos já sabem, carro com câmbio automático "come" os freios. Também fiz alinhamento e balanceamento.
Me ofereceram a troca do filtro de ar-condicionado, este eu deixei de lado porque já tinha sido trocado aos 50 mil km. Também me foi oferecido alguns opcionais, do tipo levantamento automático dos vidros; achei a oferta pertinente e são coisas que pretendo colocar no carro, mas estava com medo do custo total desta revisão, então fica pra revisão dos 70 mil que promete ser baratinha.
A programação das revisões da TR4 sempre inclui troca de velas, filtro de combustível e limpeza de bicos a cada 20 mil km, e de fato o motor parece estar mais "acordado" depois destas revisões de número par, portanto a programação é pertinente... Mas será que o combustível é tão ruim que entope tudo tão depressa?
A concessionária trocou de dono faz meio ano, então estava bem curioso para ver como seria o atendimento. Felizmente, continua bom. Notei que muitos funcionários ainda são os mesmos, pelo menos dois eu lembro da época da compra do automóvel. Baixa rotatividade é sempre um bom sinal.
Um item "extra" importante foi a substituição de pastilhas e discos de freio dianteiro (310 mangos o kit, mas alguma mão-de-obra). Duraram bastante, até; estava esperando pela má notícia a cada revisão desde os 30 mil km. Como muitos já sabem, carro com câmbio automático "come" os freios. Também fiz alinhamento e balanceamento.
Me ofereceram a troca do filtro de ar-condicionado, este eu deixei de lado porque já tinha sido trocado aos 50 mil km. Também me foi oferecido alguns opcionais, do tipo levantamento automático dos vidros; achei a oferta pertinente e são coisas que pretendo colocar no carro, mas estava com medo do custo total desta revisão, então fica pra revisão dos 70 mil que promete ser baratinha.
A programação das revisões da TR4 sempre inclui troca de velas, filtro de combustível e limpeza de bicos a cada 20 mil km, e de fato o motor parece estar mais "acordado" depois destas revisões de número par, portanto a programação é pertinente... Mas será que o combustível é tão ruim que entope tudo tão depressa?
A concessionária trocou de dono faz meio ano, então estava bem curioso para ver como seria o atendimento. Felizmente, continua bom. Notei que muitos funcionários ainda são os mesmos, pelo menos dois eu lembro da época da compra do automóvel. Baixa rotatividade é sempre um bom sinal.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
56.000km e pneus na terceira idade
A viatura está se aproximando dos 60.000km. Graças à recente orientação passada às concessionárias, economizei uma troca de óleo, mas em questão de semanas chegará a custosa revisão dos 60 mil, em que as correias são substituídas.
Retirando a capa de fibra de vidro para lavar e calibrar o estepe, deu pra notar quanto os pneus já gastaram. Já dá pra "ver" o fundo do sulco, estimo que a banda esteja com 4mm de profundidade. Como todos já devem saber, 3mm é o limite de segurança.
Então, estimo que até o final do ano ou 65.000km devo fazer a troca dos pneus, uma despesa estimada em 3 mil reais. As estimativas que tinha visto ao comprar o carro eram de 70.000km, então está dentro do esperado.
Como a TR4 tem tração traseira, desgasta os 4 pneus por igual, então não tem aquela dúvida montiniana de trocar primeiro os 2 dianteiros ou os 2 traseiros. O "fatiamento" da troca vai ocorrer tão-somente no parcelamento do cartão ;)
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Problema com alarme
Tive um problema por estes dias, felizmente já solucionado: a viatura estava disparando o alarme sozinha de vez em quando. Não a cada cinco minutos, mas o suficiente para irritar.
Começou depois da última viagem para o "hinterland", enfrentei estradas muito pedregosas, e asfalto com muito buraco, de modo que a vibração foi grande.
Na noite da viagem o alarme recusou-se a funcionar. Podia ser o chaveiro ou o carro... até pressionei os fusíveis do quadro interno (por trás da gavetinha à esquerda do volante). Não adiantou nada, mas no outro dia de manhã funcionou normalmente.
Alarme disparando sozinho é um problema bem chato de resolver, porque pode ser qualquer coisa: sensor de porta com mau contato, sensor de movimento quebrado ou sensível demais, etc. etc. Mas vi o seguinte post no fórum 4x4 Brasil:
http://www.4x4brasil.com.br/forum/mitsubishi/95839-tr4-alarme-disparando-sozinho.html
Existe outra caixa de fusíveis na TR4, perto do motor. De acordo com a sugestão do fórum, pressionei os fusíveis -- de fato pareciam todos meio soltos -- e o problema desapareceu desde então!
Começou depois da última viagem para o "hinterland", enfrentei estradas muito pedregosas, e asfalto com muito buraco, de modo que a vibração foi grande.
Na noite da viagem o alarme recusou-se a funcionar. Podia ser o chaveiro ou o carro... até pressionei os fusíveis do quadro interno (por trás da gavetinha à esquerda do volante). Não adiantou nada, mas no outro dia de manhã funcionou normalmente.
Alarme disparando sozinho é um problema bem chato de resolver, porque pode ser qualquer coisa: sensor de porta com mau contato, sensor de movimento quebrado ou sensível demais, etc. etc. Mas vi o seguinte post no fórum 4x4 Brasil:
http://www.4x4brasil.com.br/forum/mitsubishi/95839-tr4-alarme-disparando-sozinho.html
Existe outra caixa de fusíveis na TR4, perto do motor. De acordo com a sugestão do fórum, pressionei os fusíveis -- de fato pareciam todos meio soltos -- e o problema desapareceu desde então!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Probleminha na partida a frio
Agora o clima já está quente, estou fazendo este post "atrasado".
Minha TR4 tem um problema quando abastecida com álcool, provavelmente derivado do sistema de alimentação Flex. Ela só injeta gasolina na partida a frio abaixo dos 20 graus Celsius, enquanto outros carros injetam logo abaixo de 25.
Isto deve ter fundamento no controle de emissão de poluentes. A partida a frio com álcool funciona muito bem acima de 24 graus (sem injeção de gasolina) e também com tempo bem frio, porque aí o injetor sempre trabalha.
O problema é quando o ambiente está numa temperatura muito próxima de 20 graus: 20, 21, 22, às vezes até 19 graus. O injetor não atua. E o carro não pega. Alguns carros a álcool pegam com dificuldade sem o injetor, mas a TR4 não pega mesmo.
Depois de umas três tentativas longas, o motorzinho acaba se dignando a injetar gasolina e o carro pega de primeira. Ou seja, nunca fiquei "na mão" por isso, mas é chato. Parece que você tem um carro esculhambado, que demora a pegar de manhã...
Eu acho que acontece o seguinte:
a) O motor mantém o ar um pouco morno dentro do sistema de alimentação;
b) O sensor de temperatura sente o ar morno e orienta o sistema a não injetar gasolina;
c) Ao dar a partida, o ar morno dá lugar ao ar frio do ambiente, que não propicia combustão do álcool;
c) Depois de duas tentativas e uma pausa, o sensor de temperatura lê o ar frio e a ECU ordena a injeção.
Perguntei na concessionária se existe alguma regulagem para tornar a injeção de gasolina atuante em temperaturas mais altas, e disseram que não, que era um "problema conhecido" e o técnico me orientou a "bombar" o acelerador -- uma técnica que só funcionava com carro carburado a álcool, o único possível benefício disso é apressar a troca pelo ar frio no coletor.
Para não me aborrecer mais, passei a colocar 10% de gasolina no álcool, e depois acabei me conformando em rodar 100% gasolina o tempo todo, porque o preço do álcool voltou a ficar absurdo e estou fazendo muitos trechos curtos ultimamente, aí a diferença de consumo entre álcool e gasolina fica ainda pior.
Chato que é justamente no inverno que o álcool fica um pouco mais barato. Do ponto de vista da saúde do motor, o álcool vai melhor no verão porque mais volume de combustível refrigera melhor o cabeçote, mas o álcool também fica muito mais caro.
Acabei não mencionando o problema nesta revisão, mas em algum momento acho que uma solução terá de ser dada. Pensei até em colocar uma chave manual para rodar o motor da injeção, como era o caso do carros a álcool dos anos 80.
Revisão dos 50.000km
Depois de escapar de uma troca de óleo, chegou finalmente a revisão dos 50 mil, sem detalhes a resolver, exceto um que se manifestou no inverno e vai ser objeto de outro post.
Agora oferecem três opções de revisão de preço fixo: "básica", "recomendada" e "completa". Basicamente um cabo-de-guerra entre a empurrometria e o pão-durismo. Optei pela versão intermediária e solicitei como adicional que trocassem o filtro de ar, pois andei muito em estradas poeirentas nos últimos 10 mil km.
Depois me ligaram oferecendo trocar o filtro do ar-condicionado e higienizar o sistema de climatização, exatamente o item que está na revisão "completa" e eu tinha rejeitado, por achar que tinha sido feito na outra revisão. Disseram que a oficina olhou o filtro e achou-o bem saturado. Aceitei meio a contragosto (vendedores sabem que as pessoas não gostam de dizer não).
A revisão fixa sairia 450, no total deu 1050. Nisto estava o filtro de ar extra, é claro.
Não foi dinheiro de todo jogado fora porque, ao que parece, minha memória falhou e não tinha sido feito nada no ar-condicionado aos 40 mil km. Está gelando consideravelmente mais agora, então pelo menos o técnico não mentiu.
Agora oferecem três opções de revisão de preço fixo: "básica", "recomendada" e "completa". Basicamente um cabo-de-guerra entre a empurrometria e o pão-durismo. Optei pela versão intermediária e solicitei como adicional que trocassem o filtro de ar, pois andei muito em estradas poeirentas nos últimos 10 mil km.
Depois me ligaram oferecendo trocar o filtro do ar-condicionado e higienizar o sistema de climatização, exatamente o item que está na revisão "completa" e eu tinha rejeitado, por achar que tinha sido feito na outra revisão. Disseram que a oficina olhou o filtro e achou-o bem saturado. Aceitei meio a contragosto (vendedores sabem que as pessoas não gostam de dizer não).
A revisão fixa sairia 450, no total deu 1050. Nisto estava o filtro de ar extra, é claro.
Não foi dinheiro de todo jogado fora porque, ao que parece, minha memória falhou e não tinha sido feito nada no ar-condicionado aos 40 mil km. Está gelando consideravelmente mais agora, então pelo menos o técnico não mentiu.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Troca de óleo apenas a cada 10000km
Sempre procurei respeitar a orientação de troca de óleo a cada 5000km. Não com a mesma pontualidade das revisões a cada 10000km, porque era claramente uma medida de conservadorismo, não uma necessidade imperiosa.
Normalmente o óleo não estava com má aparência ao ser trocado (já em outros carros, o óleo estava realmente um melaço ao avizinhar-se o prazo), o grosso da minha quilometragem é em estrada (não pego trânsito pesado com freqüência), e o próprio manual diz que pular esta troca de óleo não invalidaria a garantia de 2 anos.
Mas na última vez que fui à concessionária, há umas duas semanas, surpresa! A troca intermediária foi abolida. Agora é apenas a cada 10000km ou 6 meses, junto com a respectiva revisão.
O bolso e o meio-ambiente agradecem, é mais um item do esforço da MIT Brasil em diminuir o "TOC" - custo total de propriedade dos veículos por ela comercializados.
Não sei se as TR4 pré-flex também entraram neste novo esquema. É uma questão de perguntar na concessionária.
Normalmente o óleo não estava com má aparência ao ser trocado (já em outros carros, o óleo estava realmente um melaço ao avizinhar-se o prazo), o grosso da minha quilometragem é em estrada (não pego trânsito pesado com freqüência), e o próprio manual diz que pular esta troca de óleo não invalidaria a garantia de 2 anos.
Mas na última vez que fui à concessionária, há umas duas semanas, surpresa! A troca intermediária foi abolida. Agora é apenas a cada 10000km ou 6 meses, junto com a respectiva revisão.
O bolso e o meio-ambiente agradecem, é mais um item do esforço da MIT Brasil em diminuir o "TOC" - custo total de propriedade dos veículos por ela comercializados.
Não sei se as TR4 pré-flex também entraram neste novo esquema. É uma questão de perguntar na concessionária.
domingo, 7 de julho de 2013
Revisão dos 40.000km
A revisão foi "sem eventos", de extra mandei fazer apenas alinhamento e balanceamento.
Parece haver uma nova política nos preços de revisões, com preço fixo e relativamente camarada, e incluindo os materiais, como o óleo do motor. Minha revisão custou 1.100 reais, estava me preparando psicologicamente para algo perto de 2 mil. Talvez na temível revisão de 80 mil :)
Já de olho numa possível troca de carro no longo prazo (L200? Dakar? Full?) constatei que os valores estão bem aceitáveis para toda a linha MIT, a ponto da revisão de 40 mil da Pajero Full ser mais barata que a da TR4.
É uma tentativa mais arrojada de acabar com aquela má fama persistente de carros japoneses e principalmente coreanos (revisão cara por ser feita obrigatoriamente nas concessionárias da marca, já que poucos mecânicos independentes sabem mexer nestes carros.)
Parece haver uma nova política nos preços de revisões, com preço fixo e relativamente camarada, e incluindo os materiais, como o óleo do motor. Minha revisão custou 1.100 reais, estava me preparando psicologicamente para algo perto de 2 mil. Talvez na temível revisão de 80 mil :)
Já de olho numa possível troca de carro no longo prazo (L200? Dakar? Full?) constatei que os valores estão bem aceitáveis para toda a linha MIT, a ponto da revisão de 40 mil da Pajero Full ser mais barata que a da TR4.
É uma tentativa mais arrojada de acabar com aquela má fama persistente de carros japoneses e principalmente coreanos (revisão cara por ser feita obrigatoriamente nas concessionárias da marca, já que poucos mecânicos independentes sabem mexer nestes carros.)
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Quatro Rodas faz justiça tardia à TR4
A última edição da revista Quatro Rodas traz uma análise detalhada do Suzuki Jimny. E também uma análise resumida de quatro "jipes urbanos" ou "jipes para mulheres" -- Ecosport, Duster, Jimny e TR4.
O Jimny -- que é o Samurai rebatizado e maquiado, assim como a TR4 está para a Pajero iO/Pinim -- foi bem avaliada. Não que o venerável Samurai merecesse outra avaliação. Mas é bom lembrar que a Suzuki Motors é representada no Brasil pelo mesmo grupo da Mitsubishi Motors (os Souza Ramos).
A surpresa mesmo foi constatar quão positivamente a TR4 foi avaliada. A revista deixou bem claro que ela é a "irmã maior" desse pelotão e o melhor custo/benefício, em particular se o motorista pretende mesmo fazer off-road.
Para mim foi surpresa mesmo porque, historicamente, a Quatro Rodas tem uma "pega" com Mitsubishi. Não sei o motivo. Um conhecido me disse uma vez que é devido ao fato da MIT Brasil (leia-se: Souza Ramos) não cede carros para a QR testar. Se de fato a briga é por motivos "políticos", o Jimny ser bem avaliado constitui surpresa dupla.
Para ser honesto eu sempre achei a QR tendenciosa. Nos anos 80 e 90 ela avaliava muito bem os Fiat, em contraste com o que se ouvia "nas ruas" a respeito dos carros desta montadora. Os motivos disto eu ignoro. Pode ser pelo aspecto tecnológico mesmo, eu tenho um amigo que também é fã de Fiat. Segundo ele, é uma montadora "corajosa", que traz novidades tecnológicas antes das outras, e paga o preço do early adopter. A maior "prova" desta hipótese seria o Fiat Tipo, um carro muito moderno para a época, e muito problemático também.
Se a QR tiver este mesmo viés early adopter, a explicação está na mão. TR4, Jimny e mesmo os outros utilitários da Mitsubishi são notoriamente conservadores. Por esta lógica, os melhores carros hoje seriam, talvez, os da Hyundai (que particularmente não aprecio).
Também restou afirmado que a TR4 é o carro-chefe da MIT Brasil. Como donos de TR4, isto nos deixa muito felizes e também tranquilos, já que carro em produção e frota crescente significa serviços e peças prontamente disponíveis, e depreciação mais "maneira".
Dentro deste contexto, a "TR2", versão sem transmissão 4x4, é o carro-chefe de vendas. Não é algo que me faça feliz, os puristas torceram o nariz, mas como eu já disse antes, faz todo o sentido a MIT Brasil tirar proveito desse mercado aquecido de SUVs. Não faz sentido tentar manter o carro "puro" e deixar o dinheiro em cima da mesa para as outras montadoras.
Veja quantos Tucson estão rodando por aí -- um automóvel que pessoalmente acho feio e "a cara da riqueza". Mas vende! Uma MIT financeiramente saudável interessa a todos nós e que se vendam muitas TR2 para "subsidiar" as TR4 "puras". (Porque eu aposto que a diferença de preço é bem menor que o custo da transmissão 4x4). No mínimo absoluto, as TR2 são muito mais bonitas que os demais SUVs que as montadoras teimam em tornar tão arredondados e parecidos entre si (até a RAV4 caiu nessa vala comum [1]).
Achei curioso também que a TR4 é o jipe preferido das mulheres, por ser mais alto.
Aliás, li em algum lugar que quase toda a suposta inabilidade da mulher ao volante é simplesmente pelo fato da mulher ser, na média, mais baixa que o homem. (Média de altura nos EUA: 178cm para homens, 162cm para mulheres. Uma diferença apreciável.)
A visão espacial, em perspectiva, é melhor quando se enxerga mais alto. (Se você duvida, tente avaliar a distância de um objeto distante com a cabeça rente ao chão.) Se um carro "normal" foi pensado na altura ideal para um homem, um jipe tem altura ideal para uma mulher. E de fato minha esposa, com poucas semanas de treino, deu-se muito bem com a TR4. Faz até baliza sem usar o truque de baixar o espelho direito para enxergar o meio-fio (eu sempre preciso fazer isso e sempre esqueço de ajustá-lo de novo!).
[1] Eu considero a RAV4 atual um dos carros mais bonitos que há, mas vão estragá-la completamente em nome dessa homogenização. Confira o estrago: http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/pre-estreia/toyota-mostrara-novo-rav4-no-fim-de-abril/4386
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Revisão dos 30.000km
Mais uma revisão, feita no estouro do prazo (18 meses da compra). A quilometragem ainda falta um pouco para chegar aos 30 mil.
Desta vez sem qualquer evento, apenas para cumprir tabela. Valor total, pouco mais de 400 reais, inclui uma troca de óleo que adiei um pouco porque a revisão estava próxima.
Continuo muito satisfeito com o carro.
Desta vez sem qualquer evento, apenas para cumprir tabela. Valor total, pouco mais de 400 reais, inclui uma troca de óleo que adiei um pouco porque a revisão estava próxima.
Continuo muito satisfeito com o carro.
terça-feira, 6 de março de 2012
CD player está virgem!
Hoje fiquei pensando e lembrei que nunca inseri um CD no CD player. (Aquele mesmo que veio de fábrica na TR4 e fiz o videozinho pra parear Bluetooth e tal.) Música vem do pendrive ou esporadicamente do iPod, via Bluetooth.
De minha parte acho que está mais do que na hora de abolir o CD desses aparelhos, substituindo por uma segunda tomada de dados. Na TR4 podiam abolir aquele reloginho digital anos 90 da parte superior do painel (já tem relógio no player, são dois pra ficar acertando com horário de verão!) e colocar uma bússola ou inclinômetro, que são bem mais úteis.
Dá quase pra propor que removam as tomadas pra pendrives também, mas a transmissão de som via Bluetooth (A2DP) tem qualidade bem ruinzinha. Seria insuportável num sistema de som com alto-falantes melhores.
Isso tem solução, basta os fabricantes concordarem em suportar, todos, um mesmo codec qualquer de alta qualidade, como o AAC da toda-poderosa Apple. O codec que faz as vezes de "denominador comum" do atual padrão A2DP é um tal de SBC, é denominador comum mesmo.
De minha parte acho que está mais do que na hora de abolir o CD desses aparelhos, substituindo por uma segunda tomada de dados. Na TR4 podiam abolir aquele reloginho digital anos 90 da parte superior do painel (já tem relógio no player, são dois pra ficar acertando com horário de verão!) e colocar uma bússola ou inclinômetro, que são bem mais úteis.
Dá quase pra propor que removam as tomadas pra pendrives também, mas a transmissão de som via Bluetooth (A2DP) tem qualidade bem ruinzinha. Seria insuportável num sistema de som com alto-falantes melhores.
Isso tem solução, basta os fabricantes concordarem em suportar, todos, um mesmo codec qualquer de alta qualidade, como o AAC da toda-poderosa Apple. O codec que faz as vezes de "denominador comum" do atual padrão A2DP é um tal de SBC, é denominador comum mesmo.
Revisão dos 20.000km
Desculpem a escassez de posts nos últimos tempos. Ando ocupado, o último passeio com a TR4 foi início de janeiro. Desde então, tem sido só trabalho.
A viatura fez um ano por estes dias, então foi para a revisão obrigatória dos 20.000km, um pouco antes da quilometragem pois é condição de manter a garantia. Esta revisão custa um pouco mais porque trocam-se as velas e filtro de combustível. Parece pouca quilometragem para estas coisas, deve ser coisa de carro flex.
O filtro de ar vai até 30.000km pela tabela mas recomendaram trocar. (Nos carros anteriores eu trocava a cada 10.000km, mas também usavam filtros consideravelmente mais baratos. O da TR4 custa 150 pilas.)
Defeitos a sanar, havia apenas um: não estava saindo mais água no esguincho do limpador traseiro. Sempre saiu pouco (o que eu não estranhava muito porque o carro anterior fazia igual), aí parou de vez. Agora sai tanta água que até assusta...
Aí tem os famosos extras, palheta de pára-brisa, troca de filtros de ar condicionado, faz parte do jogo.
A viatura fez um ano por estes dias, então foi para a revisão obrigatória dos 20.000km, um pouco antes da quilometragem pois é condição de manter a garantia. Esta revisão custa um pouco mais porque trocam-se as velas e filtro de combustível. Parece pouca quilometragem para estas coisas, deve ser coisa de carro flex.
O filtro de ar vai até 30.000km pela tabela mas recomendaram trocar. (Nos carros anteriores eu trocava a cada 10.000km, mas também usavam filtros consideravelmente mais baratos. O da TR4 custa 150 pilas.)
Defeitos a sanar, havia apenas um: não estava saindo mais água no esguincho do limpador traseiro. Sempre saiu pouco (o que eu não estranhava muito porque o carro anterior fazia igual), aí parou de vez. Agora sai tanta água que até assusta...
Aí tem os famosos extras, palheta de pára-brisa, troca de filtros de ar condicionado, faz parte do jogo.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Pajero TR2 :)
Segundo esta reportagem do site CarPlace, vai ser lançada uma versão da TR4 sem tração 4x4, nas opções manual e automática.
Não é algo que me agrade, porque o lançamento de uma versão 4x2 com preço inferior tende a jogar a versão 4x4 para um preço mais alto, por ser opção "premium".
Mas é um movimento inevitável. Há uma epidemia de pseudo-jipes, pseudo-SUVs e pseudo-crossovers no mercado, que estão vendendo como pão quente. Seria burrice não aproveitar o momento por purismo.
Não é algo que me agrade, porque o lançamento de uma versão 4x2 com preço inferior tende a jogar a versão 4x4 para um preço mais alto, por ser opção "premium".
Mas é um movimento inevitável. Há uma epidemia de pseudo-jipes, pseudo-SUVs e pseudo-crossovers no mercado, que estão vendendo como pão quente. Seria burrice não aproveitar o momento por purismo.
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